Incredible India (Parte 13) - Algumas histórias

- A fé que traz imunidade:

Passamos em Amritsar para conhecer o Templo de Ouro (Golden Temple), o lugar mais sagrado para os Sikhs. Voluntários estão constantemente ajudando na limpeza do templo, enquanto os devotos continuam fazendo suas preces. Em um determinado horário da tarde, muita gente pega um balde, recolhe água do lago sagrado e ajuda na limpeza do chão. Neste momento presenciamos um devoto rezando em meio as baldeadas de água no chão ele recolheu com as mãos a água suja e marrom do solo e bebeu.

Na cidade de Varanasi passa o Rio Ganges (Ganga), que é sagrado para os hinduístas. As pessoas estão constantemente bebendo a água do rio por acreditarem nos seus poderes, dentre eles, curativo. No entanto, o rio é bastante poluído, tanto com dejetos orgânicos quanto químicos. Conhecemos pessoas que viram cachorros comendo cadáveres nas margens do rio. Felizmente não presenciamos uma cena como esta, mas vimos muita gente bebendo esta “água sagrada”.


- O “jeitinho” indiano:

Crescemos ouvindo que o “jeitinho” brasileiro resolve qualquer coisa. Mas depois de conhecer a India percebemos que o “jeitinho” indiano resolve muito mais coisas que o “jeitinho” brasileiro. A flexibilidade do indiano e a capacidade de enjambração fazem com que eles realmente “ajeitem” tudo. Tudo se dá um jeito. E a frase mais usada é “No problem”:
O ônibus está lotado, saindo gente pela janela e até com gente em cima da capota? “No problem”, sempre cabe mais um, ou mais vinte indianos.
A roupa que você quer comprar está furada? “No problem”, diz o vendedor, o furo é pequeno.
A comida caiu no chão sujo? “No problem”... O garçom passa a mão (suja) na comida para limpar e entrega para o cliente.
E assim, por diante. A lista de exemplos e situações é infinita.


- O garçom sem noção:

Estavamos sentados em um restaurante na cidade de Varanasi, esperando nossa comida, quando ficamos interessados no prato da mesa ao lado. Chamamos o garçon e perguntamos o nome do bonito prato. Ele imediatamente foi na mesa ao lado, pegou o prato do japonês que estava comendo e, sem dizer absolutamente nada, nos trouxe para mostrar. Nós, totalmente sem graça, falávamos para o garçom que levasse de volta para o japonês. Mas ele continuava segurando o prato na nossa frente, queria nos explicar que o prato era israelense, como se chamava, que era feito com batatas, etc. Só faltou oferecer para que provássemos um pedaço. Enquanto isso, o dono do prato estava a ver navios. No final do episódio todos do restaurante riam e várias outras pessoas perguntavam para o garçom o nome do prato.


- Tudo para agradar os turistas:

A cidade de Khajuraho em Madhya Pradesh, é uma cidade bastante turística, nela estão um série de templos muito bem conservados. A disputa entre os locais para oferecer seus serviços é muito grande, então eles fazem de tudo para agradar seus futuros clientes. Por isso, os indianos aprendem a falar outros idiomas, como espanhol, francês, etc, para poder se comunicar melhor com os turístas. E para nos agradar, eles que não sabiam falar português, falavam em espanhol. Mas o engraçado disto é que sempre perguntavam: “Como te llamas? Yo me llamo Carlos”.
Todos na cidade se chamavam Carlos. Conhecemos dezenas deles... Eles se auto-batizavam com um nome espanhol.
Até os menininhos que queriam conversar para descolar uma moeda do nosso país, tinham o mesmo nome, Carlos. Que falta de criatividade! Então começamos a batizá-los com outros nomes como, por exemplo, Manolo, Juan, Jorge, etc.

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